O Bloco de Esquerda abriu à discussão o programa que apresenta à Câmara Municipal da Amadora. Este é o resultado de um programa eleitoral de construção cidadã, transparente, de quem vive na cidade da Amadora e quer devolver à sua cidade.

 

Programa Eleitoral

Bloco Esquerda Amadora – Autárquicas 2017

As eleições legislativas de 2015 mudaram o paradigma das habituais forças políticas no Governo. A maioria PSD-CDS foi destituída, o Partido Socialista não conseguiu uma maioria absoluta no Parlamento e foi obrigado a negociar com os partidos da esquerda. Geraram-se condições que permitem reverter o caminho de empobrecimento coletivo em que a anterior governação do país nos colocou, travando os despedimentos, as privatizações desnecessárias, repondo os salários dos funcionários públicos e aliviando as famílias da carga fiscal a que tinha sido submetida.

O Bloco de Esquerda foi a força que não viabilizou mais 4 anos de governo da direita. O Bloco de Esquerda foi quem travou as rendas abusivas aos colégios privados que sugam a qualidade do ensino público. Foi o Bloco de Esquerda quem obrigou o Governo PS a avançar com a integração dos Precários do Estado, quem reconquistou o acesso gratuito à Interrupção Voluntária da Gravidez, quem transformou a violência doméstica em crime público, quem recorreu ao Tribunal Constitucional pela reposição dos subsídios de férias e de Natal.

O reforço do peso eleitoral do Bloco, confirmado com o excelente resultado obtido pela candidatura de Marisa Matias, coloca-nos a exigência de transformar esta simpatia popular num amplo movimento de luta pela justiça social, solidariedade, respeito pela liberdade e soberania. A Amadora é um bom exemplo de que não basta apenas a existência de uma maioria de esquerda para garantir uma governação à Esquerda.

Foi com a maioria que atualmente governa o município que ocorreu o fecho das maiores empresas do concelho, a forma desumana como foram tratados os habitantes dos bairros degradados, não é a atual maioria que impede que o Hospital Amadora-Sintra seja apontado com um dos exemplos da degradação do Serviço Nacional de Saúde. Não foi esta maioria que protegeu as populações de tecidos urbanos já consolidados (Damaia e Encosta do Sol) da promiscuidade entre a política e os interesses imobiliários na definição do trajeto da CRIL.

É o Bloco de Esquerda quem torna a mudança possível.

Votar no Bloco é uma expressão política de cidadania direta, elegendo homens e mulheres que se encontram em todas as lutas do concelho, contigo, na luta por um hospital com capacidade de resposta,  na luta por políticas de habitação para a classe média, contra a cidade dormitório, na luta por realojamento para cada morador despejado, na luta por pavilhões desportivos com condições para estudantes, associações, atletas federados.  É o Bloco quem procura construir uma Amadora que trave os interesses imobiliários e procure uma resposta de habitação social para os seus munícipes, olhando para as condições reais de cada munícipe sem oferta de uma bolsa de habitação social, sem transportes que cubram o município, por cada um e cada uma faremos a diferença em cada freguesia, em cada concelho.

Vamos disputar cada mandato com a determinação de quem procura justiça social, pelas pessoas que se vêm privadas de uma resposta na Amadora para a Cultura, para lazer, para trabalhar, na procura de uma creche ou num acesso a um lar.

Apostar numa estratégia de desenvolvimento da Amadora como uma cidade jovem, aberta e criativa, retomando em novos moldes a aposta na BD como marca da cidade e apostando no desenvolvimento do ensino profissional e na fixação de população jovem.

 

1. Habitação #aquivivegente

Acreditamos que a pobreza e a exclusão social só são combatidas quando garantimos acesso ao que de mais fundamental precisamos: um serviço nacional de saúde, acesso a uma escola pública de qualidade e habitação garantida na proporção dos rendimentos de cada agregado familiar.

O ataque aos rendimentos das famílias portuguesas pelo governo PSD-CSD criou uma fragilidade na segurança de cada lar, o crédito habitação congelou e milhares de fogos foram penhorados. Fruto da política do CDS-PP, o valor do arrendamento disparou impossibilitando que a população mais idosa permanecesse na casa onde trabalhou e se reformou e/ou criou uma família. Impediu que os jovens do município pudessem procurar a sua própria casa não conseguindo responder aos valores do aluguer. O PER (Programa Especial de Realojamento) foi um desastre tendo servido apenas 58% das famílias inscritas em 1993, absoluta demagogia do executivo do PS de Carla Tavares, desprezando os mais pobres, os mais fracos.

Assim, o Bloco propõe a criação de um Programa Municipal de Rendas Apoiadas 18 – 80 que responda aos jovens que procuram a sua primeira habitação e, que responda às vítimas do brutal aumento de rendas a que ficaram sujeitas, para que não tenham de abandonar a sua casa ou para que possam ter uma alternativa municipal com um valor  justo.

A Redução do IMI (para os imóveis de valor tributário até 40000) e a taxa de resíduos, desagravando as pressões sobre os pequenos proprietários e comerciantes.

A criação de um Balcão de apoio permanente para preenchimento de requerimentos / formulários.

A promoção da reabilitação urbana através da recuperação de imóveis devolutos e abandonados. O BE propõe-se estudar a viabilidade da colocação no mercado de habitações a custos controlados, em resultado da recuperação de imóveis abandonados e devolutos, em que o valor da venda dessas habitações sirva para cobrir o custo da sua recuperação, sem que desta operação resultem encargos adicionais para a autarquia. Desta forma recupera-se o edificado abandonado, disponibiliza-se habitação acessível a todos e combate-se a especulação imobiliária.

2. Saúde

O Hospital Amadora-Sintra (HFF) que foi projetado para receber 350 mil utentes destes dois concelhos, encontra-se atualmente a servir 650 mil pessoas, não tendo serviços, recursos técnicos ou estrutura suficiente para responder a toda a população. Apesar das promessas eleitorais, a Presidente da Câmara da Amadora Carla Tavares desistiu de fazer da saúde dos munícipes prioridade, mesmo com um governo do Partido Socialista.

Entendemos que nada serve uma política de saúde quando a saúde está fora de todas as outras políticas municipais. Pensar a saúde no desporto, na cultura, no urbanismo, na mobilidade, na segurança, nas escolas e serviços municipais e sociais é promover hábitos saudáveis para todos e todas. Pensar numa cidade com saúde e não uma saúde para a cidade/Pensar na saúde para todas as políticas e não apenas numa política de saúde.

O Bloco quer um verdadeiro levantamento de utentes sem médico de saúde e programa de resposta 1 para 1, um balcão de apoio ao utente que responda às mais diferentes perguntas e necessidades, desde as clínicas disponíveis no concelho para as diversas terapias / exames / análises como apoio e informação ao utente, acompanhantes e família. O Bloco de Esquerda propõe o alargamento do Hospital Fernando Fonseca, e a construção constantemente adiada dos 2 novos centros de saúde.

3. Exigência no trabalho: Precariedade zero na Câmara da Amadora

Assim como o Estado deve ser o exemplo em políticas do trabalho, um Município não pode ser diferente. É inadmissível um executivo do PS manter vínculos precários com trabalhadoras e trabalhadores que não só mantêm a administração do município em toda a sua linha como ainda têm funções de carácter permanente. O Bloco de Esquerda faz da sua linha política nacional para estas Autárquicas um verdadeiro combate à precariedade, começando no Estado e nos órgãos e empresas municipais.

Assim, propomos a realização de um estudo detalhado sobre o recurso a formas de contratação precárias na Câmara Municipal da Amadora, nas empresas municipais e nas juntas de freguesia;

A identificação de vínculos desta natureza deve auxiliar uma política de integração de todos os precários no quadro da respectiva autarquia ou empresa municipal.

A concessão de apoios, benefícios fiscais e a aquisição de bens e serviços pela Câmara Municipal da Amadora a empresas ou outras entidades devem ter como condição o respeito pelas regras de combate à precariedade laboral, sendo excluído quem recorrer à subcontratação, a baixos salários, vínculos instáveis e não adote políticas de combate à discriminação de género ou de integração laboral de pessoas com deficiência.

4. Educação – a chave da mudança social

A população da Amadora é maioritariamente pobre, multicultural e imigrante, pelo que a área da educação assume um papel crucial como alavanca de emancipação, de desenvolvimento social e cultural da cidade, no combate ao abandono e ao insucesso escolares. O Bloco de Esquerda tem por isso, feito oposição ao processo piloto que decorre da assinatura do contrato de Descentralização de Competências nesta área do Ministério da Educação para o município, uma vez que este retira às escolas competências de gestão, inscritas na legislação ainda em vigor, rompe com a coesão nacional do ensino ao permitir que 25% do currículo possa ser de base local. Acompanharemos de forma crítica este processo, através do esclarecimento, do debate e da proposta de revogação do referido contrato.

O concelho da Amadora é um dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa onde a taxa de cobertura das respostas sociais públicas dirigidas a crianças até aos 3 anos de idade, as Creches, é ainda inferior à meta adotada internacionalmente (33%). A prevalência deste déficit penaliza todos aqueles que necessitam deste apoio na sua organização familiar, contribuindo para o aumento da oferta privada à qual nem todos têm acesso.

O Bloco de Esquerda propõe aumentar a oferta da resposta social de Creches no concelho da Amadora para níveis acima da taxa de cobertura média nacional, resolvendo esta carência existente no concelho, apoiando deste modo as famílias do município. Esta resposta será dada com recurso prioritário aos fundos estruturais existentes para este fim.

Atualmente, os programas de Ocupação de Tempos Livres oferecidos pela Câmara Municipal da Amadora colocam os jovens do concelho a limpar o espaço público, tarefa pela qual qualquer município é responsável. Conhecendo as fronteiras sociais que existem no concelho, pretendemos realizar programas de inserção social, colaborando com as mais diversas associações do município, do desporto aos bairros sociais, com programas que combatam a exclusão social dos mais jovens aos mais idosos. Uma verdadeira câmara municipal promove a interação dos seus munícipes, não deve tirar vantagem laboral dos mais jovens desresponsabilizando-se pela limpeza dos seus espaços.

5. Contra a pobreza e a exclusão social

A Amadora em números desfavorece a população juvenil e a mais idosa, as franjas mais frágeis do nosso tecido social parecem ser pouco importantes para o PS. De 175000 habitantes, 20% têm mais de 65 anos e 50% destes, têm mais de 75 anos. A solidão e o abandono de quem trabalhou a vida inteira têm de ser combatidos para garantir uma vida digna à nossa população sénior. A Câmara Municipal da Amadora contribui com apenas 50% da verba que é a média dos concelhos do distrito de Lisboa para verbas como o associativismo e a cultura. É necessário um reforço às associações desportivas, culturais, um apoio à programação das universidades seniores para que se tirem todas as comportas que nos separam.  

6. Cidade Segura, vive a tua cidade

Sabias que a Amadora não está sequer na lista dos 10 municípios mais perigosos de Portugal? Durante décadas e a propósito do crescente número de comunidades que se foram estabelecendo no concelho da Amadora foi criado um preconceito quanto à segurança do município. A Amadora é tratada como cidade dormitório, a oferta cultural é escassa para os seus munícipes, o comércio fecha cedo e não encontra uma política de resposta para todas e todos aqueles que fazem de Lisboa ou Sintra as suas cidades para atividades lúdicas e familiares. Tal como ocorre noutras cidades mundiais, o nível de criminalidade não se reduz com a vigilância dos seus habitantes.

O Bloco de Esquerda propõe reforçar o policiamento de proximidade, com agentes de bairro/freguesia que se deem a conhecer aos moradores e que os conheçam, reforçar as competências da Polícia Municipal e o seu papel junto da comunidade, nomeadamente nos contactos com o comércio local e o reforço da articulação com as forças de segurança e o Conselho Municipal de Segurança de modo a promover laços de cooperação e desenvolvimento locais. Propomos mais atividade cultural nos horários noturnos e fins de semana, com divulgação e transportes pensados elaborados para que a população possa participar. Entendemos que trazendo atividade para as ruas da Amadora, mais segura a sua população se sentirá e estará.  

7. Transportes e mobilidade

A Amadora, tal como outras cidades do país, cresceu urbanisticamente com vários condicionalismos para uma mobilidade plena. Exemplo disso são os passeios pequenos e com necessidades de manutenção, a ausência de uma rede pedonal para pessoas com mobilidade reduzida, o enorme aumento do trânsito automóvel face às vias existentes, a falta de ligação de transportes públicos entre as freguesias, o aproveitamento milimétrico da via pública para estacionamento, e os inúmeros obstáculos que se deparam aos peões. Não deixaremos que o concelho fique isolado das suas zonas limítrofes, nem que as pessoas tenham dificuldades de acesso a serviços e a bens essenciais. Defendemos maior frequência de transportes rodoviários nomeadamente para as zonas que não são servidas pela CP e pelo Metropolitano, querendo inclusivé a expansão prioritária da linha azul até ao hospital Fernando Fonseca.. Pretendemos renegociar as concessões de transportes coletivos com vista a uma racionalização das carreiras e uma redução dos custos para utentes, implementar um serviço de transporte rodoviário que garanta a ligação entre as freguesias da Amadora com horário noturno.

A Câmara da Amadora e a operadora de transportes públicos Vimeca, delinearam um plano de intervenção na rede de transportes rodoviários, procurando promover assim alterações na rede de carreiras rodoviárias e melhorias na rapidez de percursos com um aumento da oferta aos munícipes. O que verificamos é que não só não foram criadas novas carreiras como foram retiradas algumas das carreiras existentes onde os munícipes poderiam utilizar os passes multimodais.

Existem atualmente zonas do nosso concelho que simplesmente não são abrangidas por  qualquer carreira ou reduzidas ao máximo, havendo locais onde essas mesmas carreiras terminam por volta das 21 horas.

Na rede ferroviária foram reduzidas algumas circulações limitando a oferta aos munícipes, fazendo com que estes procurem outras formas de se deslocar, nomeadamente em veículos próprios.

Fruto de anos e anos de um ordenamento territorial desorganizado e sem ter em conta o crescimento previsível da cidade vemos hoje a Amadora com circuitos pedonais desligados entre si por constrangimentos urbanos e rodoviários. A juntar a isto, a autarquia defende-se do estacionamento automóvel abusivo nos passeios com a colocação de pinos limitadores para a circulação pedonal, reduzindo a mobilidade de munícipes e, em alguns casos, criando mais constrangimentos num passeio com graves lacunas de manutenção.

E porque uma rede sustentável de transporte de curta distância é importante para o concelho, o Bloco quer investir em infraestruturas de apoio à mobilidade suave, criando mais e melhores condições de circulação bem como estacionamentos seguros de bicicletas. Queremos criar uma rede de mobilidade ativa para distâncias até 5 km estabelecendo ligações às paragens do metro, comboio, grandes estações de autocarros, com estacionamento seguro para bicicletas nestes locais e nos pólos locais de comércio, serviços e lazer.

E para garantir uma utilização plena dos circuitos pedonais na Amadora propomos a requalificação dos passeios com materiais de melhor manutenção e acessibilidades adequadas para quem tem mais dificuldade.

8. Animais e Natureza

Nos últimos anos as hortas comunitárias na Amadora têm crescido, ora ocupando terrenos abandonados que são desta forma limpos e utilizados, poupando intervenção camarária, ora ocupando terrenos da própria câmara sem destino. Atualmente existem empresas no município, como a Valorsul que possui uma instalação na Amadora para produção de composto que colabora e sensibiliza para esta forma de produção sustentável. Não encarar de frente o que é visto como um problema para a Câmara Municipal da Amadora, mas uma solução para bastantes famílias sem recursos, é um erro e prova de mau conhecimento da população pela gestão do PS. Entendemos que as atuais hortas localizadas junto a estradas com grande circulação rodoviária possuem um nível de perigo elevado para a saúde pública. Os níveis de poluição e de chumbo envenenam os produtos alimentares produzidos além do perigo dos hortelões circularem junto a estradas com elevada densidade automóvel e sem acessos próprios.

O Bloco de Esquerda propõe a criação de um sistema de construção e gestão de hortas urbanas e agricultura comunitária, com apoio municipal para o efeito, destinado ao aconselhamento/promoção e melhoramento das hortas urbanas já existentes no concelho. À semelhança do que acontece em Lisboa, expandindo a área de agricultura comunitária, bem como de uma pequena rede de distribuição que possa gerir os excedentes dessa forma de produção local, permitindo não só aumentar a quantidade e qualidade de alimento disponível bem como aumentar o rendimento das famílias, diminuindo a distância entre o produtor e o consumidor, promovendo uma cidade mais resiliente, contribuindo ainda para a redução da pegada ecológica e o combate às alterações climáticas.

Para o Bloco de Esquerda a relação entre pessoas e animais vai muito além da simples companhia. A recente alteração da legislação reflete a importância que cada vez mais damos aos seres que nos acompanham diariamente.

A partir de 2018 será proibido o abate de animais em canis que por isso mesmo passarão estes a ser designados como Centro de Recolha Oficiais de Animais em todo o país.

O grande desafio para a Amadora é dar resposta aos muitos animais que estão à guarda dos serviços municipais e a definição do conceito de animal comunitário para gatos.

Em vários bairros e em especial com a população felina, existe a noção do animal comunitário e são inúmeras as pessoas que se dedicam aos cuidados básicos para estes animais. Para isso defendemos a criação do conceito de animal comunitário, devidamente registado e vacinado, garantindo assim a propagação de doenças e o bem estar das pessoas e animais.

Propomos também a criação de um programa de CED (Captura, Esterilização e Devolução) para gatos com estatuto de animal comunitário e um programa de esterilização para cães errantes em paralelo com a criação de uma campanha de adoção responsável de animais.

A responsabilidade sobre os animais não se pode conquistar apenas com o pagamento de uma taxa e por isso promovemos a adoção responsável assumindo a responsabilidade municipal de isentar o pagamento do licenciamento dos animais de companhia, a oferta da 1ª vacinação e a colocação do chip de identificação para os animais que estejam à guarda municipal. Defenderemos a unificação das bases de registo animal existentes no país e a sua modificação para que inclua o registo clínico e de propriedade e criaremos condições para a promoção de campanhas municipais de sensibilização sobre cuidados a ter sobre os animais, em casa e na rua.

E porque entendemos as dificuldades diárias de quem tem um animal em proporcionar-lhe um espaço de recreio apropriado propomos a criação de 6 parques para cães, um em cada freguesia da Amadora, criando assim uma rede de espaços próprios para que os animais possam disfrutar de espaço livre sem os condicionalismos urbanos da cidade.

Não somos indiferentes à realidade do concelho e ao paradigma atual do relacionamento com os animais e procuraremos apoiar as famílias carenciadas também nos essenciais cuidados veterinários. Para isso defendemos o reforço do serviço veterinário da Amadora para que possa dar maior resposta às necessidades veterinárias de quem mais precisa.

Entendemos que existem espetáculos que apenas deveriam fazer parte da nossa história e por isso iremos propor para que a Amadora se torne numa cidade livre de espetáculos com animais selvagens, impedindo o licenciamento de qualquer espetáculo que possua animais selvagens no seu concelho.

Queremos uma Amadora que respire melhor e por isso propomos um plano de ordenamento arbóreo de acordo com as necessidades do concelho e com as suas contingências urbanísticas.

Daremos especial atenção ao sistema de recolha de resíduos urbanos na cidade. Sabemos bem das dificuldades que as intempéries nos colocam, sendo o vento um dos principais fatores que levam a sujidade às nossas ruas. Para minimizar este impacto climatérico iremos implementar um programa de manutenção dos equipamentos que garanta a retenção dos resíduos no seu interior. Porque antes de pedirmos ajuda à Dora sabemos que temos de dar o exemplo. Queremos continuar a sensibilizar para a separação de resíduos urbanos dando as condições necessárias para que tal possa acontecer sem dúvidas.

E para tudo isto iremos alargar o Programa de Educação Ambiental. Queremos promover junto das escolas e de toda a população da Amadora a sensibilização para o bem-estar dos animais, das hortas urbanas e dos cuidados a ter na prevenção e separação dos resíduos urbanos. Queremos dar a conhecer como desenvolver um pequeno espaço para a agricultura, a importância de uma alimentação ponderada e sustentável. Queremos sensibilizar para os cuidados e a responsabilidade de ter animais de companhia. Queremos continuar a mostrar as vantagens de separar os resíduos urbanos. Uma Amadora saudável precisa tanto de respirar como de cuidar de quem gosta, pessoas e animais.

9. Cultura e património

Uma das fontes de maior riqueza da Amadora é a sua multiculturalidade. A ausência de políticas culturais acentua o fosso das desigualdades sociais e rouba todos os dias oportunidades à maioria da população.

O Bloco de Esquerda propõe a criação de programas de tempos livres para jovens e seniores, com intercâmbio nas associações culturais do concelho.  Propomos também a realização de um festival de artes urbanas que inclua não só grafittis do concelho mas também os projectos musicais, de teatro amador, de literatura e que se estenda durante um mês, animando jardins, largos e praças do município.

Apesar do bom estado em que se encontram os equipamentos culturais do concelho, entendemos que cabe ao executivo atribuir autonomia aos seus programadores solicitando-lhes objectivos definidos e que vão ao encontro da população amadorense, de acesso gratuito e com horários e programas estimulantes à participação. Atualmente a atividade cultural do município é escassa ou mal divulgada, a população não sabe que oferta existe e onde está, e não têm transportes públicos noturnos para cobrir esta oferta.

10. Transparência e participação

As câmaras municipais são as irmãs da cidadania. A vitória de qualquer executivo é estreitar o contacto com a sua população, é estimular a participação e envolvência dos seus cidadãos. Um projecto municipal do Bloco de Esquerda conta com a maior proximidade da comunidade da Amadora pois são as pessoas que cá vivem, estudam e trabalham quem melhor conhece o município e as suas pessoas.

O Bloco propões a transmissão das Assembleias por streaming e a sua difusão de audio e video nos sites da Assembleia Municipal e Assembleia de freguesias, bem como a disponibilização das documentações propostas e aprovadas nas Assembleias, para consulta da população.

Queremos promover a utilização da plataforma “A Minha Rua” para os munícipes publicarem situações dos seus bairros que carecem de intervenção e melhoria. Criar a figura do Provedor do Munícipe, para análise de queixas ou sugestões apresentadas sobre a cidade da Amadora.

Criar a iniciativa “descobrir a política na escola” com a promoção de iniciativas que visem dinamizar a participação dos alunos nas decisões, nomeadamente, com a realização de “assembleias municipais escolares” com dotação orçamental para ser utilizada na escola.

Reavaliar junto das populações todos os processos de fusão de freguesias e transferências de competências promovendo um amplo debate público e a sua decisão por referendo.

11. Economia Local e Sustentabilidade Local

Queremos uma Amadora sustentável e queremos participar no esforço conjunto para a sustentabilidade de todos e todas. O município da Amadora é dos poucos municípios da AML que não aderiu ao Pacto de Autarcas em Matéria de Clima e Energia. O BE pretende alterar esta situação, promovendo a integração nesta Rede, colocando a Amadora do lado daqueles que se preocupam com as questões relacionadas com a problemática das alterações climáticas, contribuindo para a implementação de medidas que mitiguem os seus efeitos. Desta forma procuraremos em conjunto com outras autarquias europeias formas de acelerar a descarbonização do território, reforçar a nossa capacidade de adaptação ao impacto inevitável das alterações climáticas e permitir aos nossos munícipes o acesso a energia segura, sustentável e a um preço razoável, promovendo conceitos e práticas no âmbito da economia circular..

O Bloco de Esquerda propõe a criação da rede de comércio e serviços da Amadora – inscrição bianual das empresas com certificação municipal (logotipo + certificado).

Promover uma forte campanha de redução de resíduos e reduzir a taxa, desagravando as pressões sobre comerciantes e baixando a fatura da água.

Promover o investimento no concelho da Amadora, disponibilizando informação on-line, ao potencial investidor, na página eletrónica do município, sobre todos os apoios disponíveis para apoiar a sua ideia de negócio, quer no âmbito do PT2020 ou de outros Fundos Comunitários.

O Bloco de Esquerda manifesta a sua preocupação e desagrado com os impactos do CETA na autonomia local, nomeadamente pelas limitações que o mesmo tende a impor à organização dos modelos de prestação de serviços pelas mesmas e de limitação das suas competências de planeamento urbanístico e intervenção ambiental. A autonomia local representa o direito das populações decidirem sobre as matérias que localmente lhes respeitem, directamente ou por via de órgãos democraticamente eleitos, constituindo um verdadeiro direito fundamental de

participação política. O CETA põe em causa a autonomia local, como se demonstrou,  representando um sério obstáculo às liberdades e direitos democráticos, compreendendo ainda um vasto conjunto de matérias cuja sensibilidade em matérias comerciais, laborais e ambientais exige o mais amplo e profundo debate.

 

12. Desporto e Associativismo

Atletismo, andebol, basquetebol, futebol, ténis de mesa, são várias das modalidades desportivas que fazem parte da cultura desportiva da Amadora e que envolvem um grande número de atletas e clubes do município. Os equipamentos desportivos são variados mas no entanto existem ainda freguesias deficitárias e com isto impossibilitadas de fornecer um espaço onde os munícipes possam praticar desportos. Defendemos os apoios aos pequenos clubes e associações, maioritariamente de cariz amador, que visam essencialmente a formação de jovens e crianças e que potenciam a prática saudável do desporto como veículo de promoção de igualdade e combate à exclusão social, garantindo para isso a recuperação e construção de espaços desportivos municipais.

Promover a ligação das escolas com os clubes, integrando as actividades desportivas como AEC’s ou CAF’s, quer na vertente inclusiva, quer na vertente das equipas competitivas, evitando sobrecarregar as crianças com treinos em horário pós-escolar/laboral.

Propomos duplicar a verba destinada ao associativismo, abrindo espaço para mais ação associativa e criar um gabinete de apoio e formação para dirigentes associativos de modo fortalecer a participação dos munícipes, estudantes e reformados / pensionistas e também para superar dificuldades com aspetos burocráticos.

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2 thoughts on “Programa participativo BE Amadora

  1. Relativamente ao que se fala de participação de jovens (OTL) em tarefas de limpeza de rua, acho que não devem substituir os funcionários ou desresponsabilizar quem deve garantir essa tarefa, mas ter uma atividade (esta e outras semelhantes) acho que só é bom pois permite criar consciência e valorizar um trabalho importante . E já agora também campanhas de sensibilização do que é uma “praga” no espaço público – os dejetos dos cães.
    Sobre as questões ambientais/ecológicas acho que deveria ser mais desenvolvido (com mais propostas concretas), pois vive-se momentos graves nesta área, assim campanhas/iniciativas/compromissos . Há muito a fazer, há que calendarizar eventos para todo o ano (debates,exposições, colóquios, feiras em vez do fumeiro produtos vegetarianos) convidar organizações e criar movimento….
    Sobre a parte que se fala do CETA deverá se explicar o quer dizer esta sigla e o que significa.

    Um abraço

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    1. CETA é a sigla inglesa para Acordo Económico e Comercial Global entre a UE e o Canadá, “Comprehensive Economic and Trade Agreement”. O acordo está dividido em 13 capítulos, em 1598 páginas, e Bruxelas e Otava estimam que terá um impacto anual de 12 mil milhões de euros para a UE, com 508 milhões de habitantes, e de oito mil milhões de euros para o Canadá, que tem 35 milhões de habitantes.

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